Minha desgraça não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco,
E meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco...
Não é andar de cotovelos rotos,
Ter duro como pedra o travesseiro...
Eu sei... O mundo é um lodaçal perdido
Cujo sol (quem mo dera!) é o dinheiro...
Minha desgraça, ó cândida donzela,
O que faz que o meu peito blasfema,
É ter para escrever todo um poema
E não ter um vintém para uma vela.
(Álvares de Azevedo)
sábado, 17 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Voltei!
Tive que me ausentar por um tempo devido a uma mudança de cidade e por ainda não ter computador em casa. A todos que aqui sempre passam para ler as insanidades que escrevo e para apreciar um pouco de poesia, agradeço os comentários. Sejam sempre bem-vindos!
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